A leitora Inês Mollet filmou em agosto um felino, na Serra d’Ossa, e pergunta se poderá ser uma fêmea de gato-bravo. Francisco Álvares responde.
“Mando uma captura noturna de um gato, observado uma vez de relance uns segundos de noite a passar, muito muito magro. Deixei uma câmara noturna na noite seguinte e comida de gato, pensei que fosse doméstico feral”, descreveu Inês Mollet numa mensagem enviada à Wilder, sobre o vídeo que captou no interior do montado da Serra d’Ossa, no Redondo.
“Listras marcadas na ponta da cauda e patas e marca preta ao longo das costas sugerem Felis silvestris, mas a cauda tem pouco volume e o corpo é pouco robusto. Poderá ser uma fémea Felis silvestris com pelagem de verão?”, questionou a leitora.
Tudo indica que poderá tratar-se de um gato-doméstico (Felis catus) errante ou de um híbrido, resultante do cruzamento entre gato-bravo (Felis silvestris) e gato-doméstico.
Espécie identificada e texto por: Francisco Álvares, investigador do CIBIO-InBIO, especializado em mamíferos carnívoros.
O animal neste registo aparenta ser um gato-doméstico errante, pois o gato bravo tem uma pelagem diferente e mais contrastante, com cauda grossa listada e com ponta negra, e lista dorsal negra bem evidente.
Além disso, o gato-bravo tem um aspecto mais robusto e patas mais longas.
No entanto, poderá também ser um híbrido resultante do cruzamento entre gato-bravo e gato-doméstico, mas tal pode apenas ser confirmado através de análises genéticas.
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