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Que espécie é esta: galeirão

01.09.2026
leitura de 2 minutos

O leitor Afonso Gonçalves fotografou esta ave a 15 de agosto na Lagoa do Lugar de Baixo, na ilha da Madeira, e pediu para saber a espécie. Gonçalo Elias responde.

“Chamo-me Afonso Gonçalves e já participei num artigo vosso, ao ganhar um concurso de fotografia. Dia 15 de agosto fui fotografar à Lagoa do Lugar de Baixo, na ilha da madeira, e encontrei cinco indivíduos de galeirão-comum. Mas depois encontrei um sexto com a parte superior do bico amarelada, parecendo-me outra espécie que não ocorre cá em Portugal, o Fulicula leucoptera. Pedia ajuda para a identificação do mesmo, uma vez que foi de facto estranho encontrar um indivíduo assim diferente. Será que se trata de uma nova migração? Em anexo envio duas fotografias, uma de um dos galeirões que fotografei e outra do tal indivíduo diferente que referi”, escreveu o leitor à Wilder. 

Trata-se de um galeirão-comum (Fulica atra).

Espécie identificada por: Gonçalo Elias, responsável pelo portal Aves de Portugal.

“Embora à primeira vista o escudo amarelo possa fazer pensar no galeirão-d’asa-branca Fulica leucoptera, a ave da foto não pertence a essa espécie, que é residente na América do Sul. Entre outros aspectos, a configuração das penas junto ao bico não condiz. Trata-se de um galeirão-comum Fulica atra, aparentemente com o escudo manchado, o que poderá ficar a dever-se à presença de sujidade nas águas dessa pequena lagoa”, respondeu Gonçalo Elias.

Segundo este ornitólogo, o galeirão é do tamanho de um pequeno pato e identifica-se pela plumagem preta, contrastando com o bico e a placa frontal, que são brancos. As patas têm dedos lobulados. Mistura-se muitas vezes com outras aves aquáticas, nomeadamente galinhas-d’água, patos e mergulhões.

O galeirão pode ser visto em lagoas costeiras, pauis, açudes e albufeiras, preferindo claramente zonas húmidas de média ou grande dimensão ainda que, por vezes, apareça em pequenos açudes. Aprecia locais ricos em vegetação subaquática e com áreas pouco profundas com alguma vegetação emergente (como seja caniço ou tabua), onde possa instalar os ninhos.

Até ao final da década de 1990 era habitual realizar-se uma caçada anual aos galeirões na lagoa de Santo André, situada no litoral alentejano. Contudo, no ano 2000 esta zona húmida foi classificada como reserva natural e a caça deixou de ser aí praticada.


Agora é a sua vez.

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Explore a série “Que espécie é esta?” e descubra quais as espécies que já foram identificadas, com a ajuda dos especialistas.

Equipa Wilder

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