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Que espécie é esta: fêmea de Antaxius spinibrachius

15.05.2020
leitura de 1 minuto
grilo
Fêmea de Antaxius spinibrachius. Foto: Luís Faustino Carvalho

O leitor Luís Faustino Carvalho viu um insecto diferente em Delães, Vila Nova de Famalicão, e pediu ajuda na identificação. Eva Monteiro responde.

 

“Encontrei este gafanhoto em casa, […] em Agosto de 2018”, relatou Luís Faustino Carvalho, na mensagem enviada à Wilder.

Trata-se na verdade de uma fêmea de Antaxius spinibrachius, mais aparentada com os grilos.

Espécie identificada e texto por: Eva Monteiro, Rede de Estações da BiodiversidadeTagis – Centro de Conservação das Borboletas de Portugal.

 

grilo atípico
Fêmea de Antaxius spinibrachius. Foto: Luís Faustino Carvalho

 

Embora o insecto fotografado pareça mais um gafanhoto do que um grilo, é evolutivamente mais aparentado com estes últimos.

Ambos, gafanhotos e grilos, pertencem à Ordem Orthoptera, que se divide em duas subordens: Caelifera, a que pertencem os gafanhotos típicos, e Ensifera, a que pertencem os grilos típicos e também grilos não tão típicos como é o caso do Antaxius spinibrachius. Estes mais se parecem a gafanhotos de antenas compridas a que os ingleses chamam grilos-do-mato.

Uma das características que separa as duas subordens é precisamente o tamanho das antenas, que ultrapassa sempre a metade do comprimento do corpo nos Ensifera, ao contrário dos Caelifera. Outra, bem visível nas fotografias , é o ovipositor das fêmeas, muito desenvolvido e em forma de espada nos Ensifera e quase imperceptível nos Caelifera.

 

[divider type=”thin”]Agora é a sua vez.

Encontrou um animal ou planta que não sabe a que espécie pertence? Envie para o nosso email a fotografia, a data e o local. Trabalhamos com uma equipa de especialistas que o vão ajudar.

Explore a série “Que espécie é esta?” e descubra quais as espécies que já foram identificadas, com a ajuda dos especialistas.

Inês Sequeira

Trabalhei 14 anos na secção de Economia do jornal Público. Juntamente com a Helena Geraldes e a Joana Bourgard, em 2015 ajudei a fundar a Wilder, onde me sinto como “peixe na água”. Escrevo sobre plantas, animais, espécies comuns e raras, ciência, conservação, políticas ambientais e naturalistas. Aprendo e partilho algo novo todos os dias.

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