O leitor Francisco Soares de Moura fotografou esta ave em abril no alto do Marão e pediu ajuda para saber qual a espécie. Gonçalo Elias responde.
“Começo por agradecer o trabalho que têm vindo a fazer na Wilder. Num mundo tão complicado como o que vivemos, é bom ter notícias sobre a conservação de seres que andam por aí e nem sempre temos a consciência que a sua sobrevivência depende de nós”, escreveu o leitor à Wilder.
“Na fotografia que envio em anexo o Google falhou à primeira ao adiantar que poderia ser um gibão-de-couro. Mas quando fiz zoom do bico, que sinceramente me deixou intrigado, mudou de opinião para um cruza-bico. Encontrei-o há poucos dias no alto do Marão, a meio caminho entre a Nacional 15, depois da Pousada e em direcção às Antenas pelo Caminho do Portal da Freita. Quase o atropelei de mota porque o nosso amigo estava no asfalto calmamente a dormir, com as costas viradas para o sol… Decidi escrever-vos porque aqui se diz que esta ave está classificada como Vulnerável. Aparentemente terão sido vistos no Alvão, que não é muito longe. Mas talvez aqui existam mais pinheiros e pinhões de que eles tanto gostam.”

Sim, trata-se de um cruza-bico (Loxia curvirostra).
Espécie identificada e texto por: Gonçalo Elias, responsável pelo portal Aves de Portugal.
Sim é um cruza-bico. A espécie nidifica nas serras do norte onde existem pinheiros-de-casquinha (Pinus sylvestris) que a espécie aprecia bastante.
Segundo o portal Aves de Portugal, “o cruza-bico é maior que um verdilhão, sendo assim um dos maiores elementos da sua família. O macho adulto é todo vermelho-carmim, a fêmea e os juvenis são esverdeados. Contudo, é o bico, cujas mandíbulas se cruzam na ponta, que mais facilmente caracteriza e permite identificar esta espécie”.
A população residente tem estatuto de Vulnerável.
Agora é a sua vez.
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Explore a série “Que espécie é esta?” e descubra quais as espécies que já foram identificadas, com a ajuda dos especialistas.