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Que espécie é esta: conífera bunya-bunya

30.07.2026
leitura de 1 minuto

O leitor Frederico Rato fotografou esta árvore a 25 de julho em Lisboa e quis saber a que espécie pertence. Carine Azevedo responde.

A árvore situa-se junto ao Palácio Vilalva, São Sebastião da Pedreira, sede da Provedoria de Justiça, em Lisboa. 

Tratar-se-á da conífera bunya-bunya (Araucaria bidwillii).

Espécie identificada e texto por:  Carine Azevedo, consultora na gestão de património vegetal ao nível da reabilitação, conservação e segurança de espécies vegetais e de avaliação fitossanitária e de risco. Dedica-se também à comunicação de ciência para partilhar os pormenores fantásticos da vida das plantas.

O exemplar observado nas fotografias pertence ao género Araucaria (família Araucariaceae), sendo a espécie mais provável Araucaria bidwillii Hook., conhecida como bunya-bunya.

A identificação baseia-se no porte muito robusto, no tronco direito e espesso, na disposição dos ramos em verticilos horizontais e na copa ampla e arredondada. Os ramos apresentam tufos densos de folhas rígidas e coriáceas nas extremidades, enquanto os ramos mais antigos permanecem parcialmente despidos, conferindo à árvore o aspeto característico observado nas fotografias.

A bunya-bunya é uma conífera originária do sudeste de Queensland, na Austrália, onde faz parte de florestas subtropicais húmidas. Em Portugal é uma espécie exótica, cultivada sobretudo em jardins botânicos, parques históricos e grandes espaços verdes, devido ao seu elevado valor ornamental.

Pode ultrapassar os 40 metros de altura e, em condições favoráveis, viver mais de 200 anos. Uma das características mais notáveis desta espécie é a produção de enormes cones femininos, frequentemente designados por pinhas, que podem atingir 20 a 35 centímetros de diâmetro e pesar até cerca de 10 quilogramas. As pinhas da bunya-bunya estão entre as maiores do mundo, podendo atingir por qualquer espécie de árvore e libertam sementes grandes e comestíveis, tradicionalmente consumidas pelos povos aborígenes australianos. Devido ao seu peso, a queda destes cones pode representar um risco para as pessoas, sendo comum o acesso a estas árvores interdito durante a época de maturação.

É importante notar que a identificação foi realizada apenas com base nas fotografias, não sendo possível observar em detalhe as folhas nem os cones, pelo que a confirmação da espécie dependeria da observação direta destes caracteres.


Agora é a sua vez.

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