A leitora Carolina Andrade encontrou uma cobra em Bucos, Cabeceiras de Basto, no início de novembro, e pediu para saber a espécie. Diogo Parrinha responde.
“Aqui estão fotos de uma cobra que encontrei ao retirar uma lenha no exterior de uma casa na montanha, em Bucos, Cabeceiras de Basto. Retirei-a e soltei-a no monte. Tenho dúvidas se seria uma cobra-rateira ou uma víbora. Podiam esclarecer-me por favor? Obrigada e continuação do vosso óptimo trabalho”, escreveu a leitora à Wilder.


Tratar-se-á de uma cobra-lisa-meridional (Coronella girondica).
Espécie identificada por: Diogo Parrinha, herpetólogo e aluno de doutoramento do BIOPOLIS/CIBIO.
“Não é cobra rateira nem víbora, mas sim uma cobra lisa (Coronella). As fotos não são incríveis mas pelo que dá para ver do ventre parece-me a cobra lisa meridional (Coronella girondica)”, respondeu Diogo Parrinha.
A cobra-lisa-meridional pode medir entre os 40 e os 90 centímetros. É castanha ou acinzentada, tem manchas escuras e uma linha escura do olho ao pescoço, descreve o livro “Anfíbios e Répteis de Portugal”, de Ernestino Maravalhas e Albano Soares.
Esta cobra vive em vários países, desde o Sudoeste Europeu ao Noroeste de África. Na Europa, podemos encontrá-la na Península Ibérica, Sul de França e em grande parte de Itália.
Em Portugal, distribui-se por quase todo o território, vivendo numa grande variedade de habitats. Ainda assim, prefere locais moderadamente quentes e secos.
Tem actividade crepuscular e nocturna e, talvez por isso, não é muito fácil de observar. Durante o dia esconde-se debaixo de pedras. Mas durante a época de reprodução pode ver-se durante o dia.
Está activa da Primavera ao Outono.
Agora é a sua vez.
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