A leitora Raquel Silvestre encontrou uma aranha no seu apartamento em Algés a 5 de outubro e quis saber a espécie. Pedro Sousa responde.
“Peço desde já desculpa pela baixa qualidade da foto, mas a luz era fraca. Encontrei esta aranha a passear na parede do meu apartamento, num terceiro andar, em Algés. Teria cerca de 2.5cm, era avermelhada, mas o que me chamou mais a atenção foram as quelíceras, bastante visíveis. Tendo eu animais e crianças em casa, devo preocupar-me com esta espécie?”, perguntou a leitora à Wilder.

Trata-se de uma aranha do género Dysdera.
Espécie identificada e texto por: Pedro Sousa, biólogo com vasta experiência na identificação de espécies de aranhas autóctones de Portugal e especialista do grupo Aranhas e Escorpiões da IUCN SSC.
A foto não tem qualidade suficiente para ser identificada.
Mas pela descrição da leitora e o que se consegue observar, deve tratar-se de uma Dysdera.
Existem muitas espécies do género Dysdera em Portugal. Todas têm aspecto semelhante e apresentam quelíceras comparativamente longas e aguçadas, que chamam à atenção.
A maioria não é muito grande e evitará habitações humanas, mas pelo menos a Dysdera crocata é uma espécie cosmopolita e pode ser encontrada próxima e dentro de habitações.
Pode morder se incomodada e tem quelíceras capazes de perfurar a pele. Não conheço dados que apontem para que o veneno seja complicado para humanos (mas alergias podem acontecer).
O meu conselho será que a coloque com cuidado dentro de um recipiente e a leve para fora de casa.
Agora é a sua vez.
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