O leitor Fernando Neves fotografou esta aranha em Aljezur em outubro e pediu para saber a espécie. Pedro Sousa responde.
“A minha companheira tem um pequeno projeto educativo para crianças, do género forest school na zona de Aljezur. Tem sempre alguns mistérios do mundo natural que vão desvendando, às vezes, com ajuda de amigos biólogos e ligados à ecologia. Mas desta vez ninguém conseguiu identificar uma aranha muito interessante que eles descobriram. Envio a foto em anexo para ver se nos podem ajudar a identificar. Ela tem a peculiaridade de fazer esse casulo ou ninho em forma cilíndrica para guardar as suas presas ou talvez os ovos… Agradeço qualquer informação que tenham sobre esta aranha. Peço desculpa pela qualidade da foto”, escreveu o leitor à Wilder.

Trata-se de uma aranha corcunda-dos-citrinos (Cyrtophora citricola).
Espécie identificada por: Pedro Sousa, biólogo com vasta experiência na identificação de espécies de aranhas autóctones de Portugal e especialista do grupo Aranhas e Escorpiões da IUCN SSC.
“Esta aranha é fácil de identificar, é uma Cyrtophora citricola“, respondeu Pedro Sousa. “Esta espécie tem uma distribuição global, não sendo claro se é nativa da Península Ibérica ou não.”
Segundo o portal Naturdata, esta é uma aranha com a carapaça castanha escura, coberta de pêlos brancos. “Constrói uma teia circular horizontal, com uma malha muito regular e característica e com mais de 100 raios”, descreve o Naturdata, referindo ainda que “a aranha está sempre em posição invertida na teia”.
As fêmeas são maiores que os machos, medindo aquelas entre 8 e 15 milímetros; os machos medem entre 2 a 4 milímetros.
Quando chega a meio do Verão, as fêmeas constroem várias ootecas alinhadas verticalmente e morrem no final da estação ou no início do Outono, ainda segundo o Naturdata. “Os ovos eclodem ainda durante o tempo quente e a finais do Verão dá-se a dispersão. Mantêm-se como imaturos durante todo o Outono e Inverno.”
Agora é a sua vez.
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