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Jardins Botânicos de Lisboa celebram florestas, poesia e 120 anos de história

13.03.2026
leitura de 2 minutos
Jardim Botânico Tropical de Lisboa. Foto: Paul Hermans/WikiCommons

O Jardim Botânico de Lisboa e o Jardim Botânico Tropical vão celebrar em conjunto, a 21 de março, o Dia Internacional das Florestas e o Dia Mundial da Poesia com um programa especial de atividades gratuitas abertas ao público. A iniciativa marca também os 120 anos do Jardim Botânico Tropical.

Ao longo do dia, os dois jardins convidam os visitantes a explorar a diversidade de plantas, refletir sobre o papel das florestas e descobrir ligações inesperadas entre ciência, arte e memória.

As atividades incluem visitas guiadas, oficinas de observação da natureza, sessões de poesia e até a plantação de árvores.

Conhecer a natureza no Jardim Botânico de Lisboa

No Jardim Botânico de Lisboa, o programa começa de manhã com “A chave da Natureza”, um percurso dedicado à identificação de espécies nativas através de uma chave dicotómica, ferramenta utilizada na botânica para classificar plantas, seguido de observação em laboratório.

Durante a tarde, os participantes podem aprender a desenhar animais nativos na atividade “Observar para desenhar”, integrada na exposição SPECERE, ou participar em “Poesia no Jardim”, um passeio dedicado a plantas que surgem na poesia de autores portugueses.

Um aniversário para celebrar no Jardim Botânico Tropical

No Jardim Botânico Tropical, a celebração ganha um significado especial: o jardim assinala 120 anos de existência, abrindo portas gratuitamente durante todo o dia.

Entre as atividades destacam-se visitas guiadas sobre as espécies emblemáticas do jardim e sobre a história dos jardins botânicos, conduzidas por investigadores e antigos responsáveis por estas instituições, como por exemplo Fernando Catarino, Amélia Loução, Cândida Liberato e Dalila Espírito Santo. Haverá também uma sessão dedicada à evolução do próprio Jardim Botânico Tropical, desde a sua fundação até às transformações mais recentes.

Outro momento simbólico será a plantação de novas árvores, convidando o público a participar num gesto coletivo que pretende reforçar o compromisso com a conservação da biodiversidade e a renovação deste espaço histórico.

Ao longo do dia, antigos trabalhadores, investigadores e visitantes poderão ainda partilhar histórias e memórias do jardim, numa conversa informal que procura preservar o património humano ligado a este lugar.

Às 16h00 acontece um momento organizado a pensar nas famílias com crianças maiores de 6 anos, uma gincana no Jardim Botânico Tropical para reconhecimento das plantas mais emblemáticas e suas histórias.

Jardins botânicos: ciência, conservação e ligação à natureza

Mais do que espaços de lazer, os jardins botânicos têm um papel essencial na conservação de plantas, investigação científica e educação ambiental. Num contexto de perda acelerada de biodiversidade e alterações climáticas, estes espaços funcionam também como centros de conhecimento sobre o mundo vegetal e a sua importância para os ecossistemas.

A celebração conjunta do Dia Internacional das Florestas, do Dia Mundial da Poesia e do aniversário do Jardim Botânico Tropical pretende precisamente reforçar essa ligação entre natureza, cultura e sociedade.

Todas as atividades são gratuitas, mas requerem inscrição prévia, aqui.

Helena Geraldes

Sou jornalista de Natureza na revista Wilder. Escrevo sobre Ambiente e Biodiversidade desde 1998 e trabalhei nas redacções da revista Fórum Ambiente e do jornal PÚBLICO. Neste último estive 13 anos à frente do site de Ambiente deste diário, o Ecosfera. Em 2015 lancei a Wilder, com as minhas colegas jornalistas Inês Sequeira e Joana Bourgard, para dar voz a quem se dedica a proteger ou a estudar a natureza mas também às espécies raras, ameaçadas ou àquelas de que (quase) ninguém fala. Na verdade, isso é algo que quero fazer desde que ainda em criança vi um documentário de vida selvagem que passava aos domingos na televisão e que me fez decidir o rumo que queria seguir. Já lá vão uns anos, portanto. Desde então tenho-me dedicado a escrever sobre linces, morcegos, abutres, peixes mas também sobre conservacionistas e cidadãos apaixonados pela natureza, que querem fazer parte de uma comunidade. Trabalho todos os dias para que a Wilder seja esse lugar no mundo.

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