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A primavera na Reserva Natural da Faia Brava

05.05.2026
leitura de 2 minutos
Garranos sapadores na Faia Brava. Foto: Pedro Leite

Saiba como está a ser a primavera nas várias regiões do país. Hoje, o retrato da estação na Reserva Natural da Faia Brava, em Figueira de Castelo Rodrigo.

Armeria transmontana. Na Reserva da Faia Brava, espécies como a arméria,
adaptadas a solos pobres e condições exigentes, revelam a resiliência da flora
mediterrânica e o valor ecológico de uma paisagem em renaturalização. Foto: Lísia Lopes
Faia Brava. A primavera na Reserva da Faia Brava é um tempo de renovação, onde
a vegetação ganha força, a paisagem se transforma e os processos naturais retomam o
seu ritmo. Foto: Lísia Lopes
Garranos Sapadores na Faia Brava. Na Reserva da Faia Brava, a manada de garranos
molda a paisagem e ajuda a prevenir incêndios. A cada primavera, os novos
nascimentos renovam este ciclo essencial de vida e regeneração. Foto: Pedro Leite
Rela-ibérica (Hyla molleri). A rela-ibérica é sinal de equilíbrio ecológico na Reserva da
Faia Brava. A sua presença reflete a qualidade e abundância de pontos de água
naturais neste território em renaturalização. Foto: Eduardo Ferreira
Thapsia villosa florida. Na Reserva da Faia Brava, a renaturalização devolve diversidade
e equilíbrio à paisagem, onde cada espécie volta a ter o seu lugar. Foto: Lísia Lopes
O vale do Côa em regeneração. Na Reserva da Faia Brava, a natureza recupera espaço e constrói o futuro do território. Foto: Lísia Lopes

Desafio aos leitores

Este ano, a revista Wilder volta a lançar o desafio: vamos fazer um retrato da primavera nas várias regiões do nosso país, com as fotografias da comunidade Wilder, espalhada por Portugal.

A primavera está aí em pleno e os dias já estão mais luminosos e amenos. Quais os símbolos desta estação do ano que mais o inspiram? O canto melodioso das aves? Ou os tapetes de flores nos campos? Talvez o zumbido dos insetos polinizadores ou o voo das borboletas?

Experiencie a primavera e saiba o que leitores por todo o país estão a registar, o que lhes desperta a atenção e como a estação está a mudar a natureza onde vivem.

Para participar basta sair de casa (ou até abrir a janela ou a porta da varanda ou do quintal) e procurar por sinais da primavera na natureza que o rodeia. 

Pode captar em fotografia, vídeo ou desenho as primeiras folhas verdes e botões nas árvores, os vestígios de mamíferos que cuidam das suas crias, o coro dos anfíbios, as aves migradoras que estão a chegar ou os insectos que agora estão mais activos.

Pode registar a paisagem da sua terra ou o pormenor de um pequeno besouro pousado nas pétalas de uma flor.

Depois, é só enviar os seus registos para o nosso email: [email protected]. Iremos publicá-los no site e na newsletter da Wilder.

Helena Geraldes

Sou jornalista de Natureza na revista Wilder. Escrevo sobre Ambiente e Biodiversidade desde 1998 e trabalhei nas redacções da revista Fórum Ambiente e do jornal PÚBLICO. Neste último estive 13 anos à frente do site de Ambiente deste diário, o Ecosfera. Em 2015 lancei a Wilder, com as minhas colegas jornalistas Inês Sequeira e Joana Bourgard, para dar voz a quem se dedica a proteger ou a estudar a natureza mas também às espécies raras, ameaçadas ou àquelas de que (quase) ninguém fala. Na verdade, isso é algo que quero fazer desde que ainda em criança vi um documentário de vida selvagem que passava aos domingos na televisão e que me fez decidir o rumo que queria seguir. Já lá vão uns anos, portanto. Desde então tenho-me dedicado a escrever sobre linces, morcegos, abutres, peixes mas também sobre conservacionistas e cidadãos apaixonados pela natureza, que querem fazer parte de uma comunidade. Trabalho todos os dias para que a Wilder seja esse lugar no mundo.

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