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A 20 de Setembro há um bioblitz no Parque Florestal de Monsanto à sua espera

16.09.2025
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Chapim-azul. Foto: Ann/Pixabay

Durante 10 horas no sábado 20 de setembro está aberta a corrida ao registo e identificação do maior número possível de espécies no Parque Florestal de Monsanto, em Lisboa. Uma equipa de peritos estará no local para o ajudar.

Um bioblitz é uma inventariação relâmpago das espécies de uma determinada zona. O BioBlitz que vai acontecer a 20 de Setembro, entre as 09h00 e as 19h00, estará à procura de espécies de árvores, aves, insetos, invasoras lenhosas, mamíferos, morcegos, plantas, répteis e anfíbios.

Tudo vai acontecer no Parque Florestal de Monsanto, junto ao Anfiteatro Keil do Amaral, Lisboa.

Todas as observações realizadas durante o dia serão registadas nas plataformas iNaturalist / Biodiversity4all, através da conta “Bioblitz FSC – Parque Florestal de Monsanto”.

Os dados recolhidos ficarão disponíveis para toda a comunidade, promovendo o acesso aberto à informação.

Para complementar a experiência, serão realizadas diversas atividades lúdicas e educativas: um peddy paper (das 10h00 às 12h30) coordenado pela Liga para a Proteção da Natureza (LPN) e oficinas científicas, pedagógicas e jogos.

Esta iniciativa marca o arranque da Semana da Floresta FSC (20 a 26 de setembro) e é organizada pelo Forest Stewardship Council (FSC) Portugal, em parceria com o Parque Florestal de Monsanto e participação de diversas ONG.

A Semana da Floresta FSC quer “convidar a comunidade a participar ativamente na consciencialização para a gestão florestal responsável e na conservação da biodiversidade”, segundo um comunicado desta entidade.

O BioBlitz e as restantes acções, que terão lugar numa área certificada FSC, “visam envolver a comunidade na descoberta da riqueza natural do Parque Florestal de Monsanto e das áreas certificadas pelo FSC”.

Vão participar nas actividades várias entidades, entre elas o Centro de Ecologia Aplicada “Prof. Baeta Neves” do Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa, a FORESTIS – Associação Florestal de Portugal, a Liga para a Proteção da Natureza (LPN), a Palombar – Associação de Conservação da Natureza e do Património Rural, a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), o Tagis (Centro de Conservação das Borboletas de Portugal), a VERDE – Associação para a Conservação Integrada Natureza e a WWF Portugal.

“Nunca foi tão importante consciencializar e inspirar ações que impactem positivamente o nosso ambiente”, disse, em comunicado, Joana Faria, secretária executiva do FSC Portugal. “Com o BioBlitz FSC, queremos mostrar como, juntos, podemos ser parte da solução, apoiando a gestão florestal responsável e contribuindo ativamente para o conhecimento e a proteção da nossa biodiversidade.”

Mais informações e inscrições através do site: pt.fsc.org

Helena Geraldes

Sou jornalista de Natureza na revista Wilder. Escrevo sobre Ambiente e Biodiversidade desde 1998 e trabalhei nas redacções da revista Fórum Ambiente e do jornal PÚBLICO. Neste último estive 13 anos à frente do site de Ambiente deste diário, o Ecosfera. Em 2015 lancei a Wilder, com as minhas colegas jornalistas Inês Sequeira e Joana Bourgard, para dar voz a quem se dedica a proteger ou a estudar a natureza mas também às espécies raras, ameaçadas ou àquelas de que (quase) ninguém fala. Na verdade, isso é algo que quero fazer desde que ainda em criança vi um documentário de vida selvagem que passava aos domingos na televisão e que me fez decidir o rumo que queria seguir. Já lá vão uns anos, portanto. Desde então tenho-me dedicado a escrever sobre linces, morcegos, abutres, peixes mas também sobre conservacionistas e cidadãos apaixonados pela natureza, que querem fazer parte de uma comunidade. Trabalho todos os dias para que a Wilder seja esse lugar no mundo.

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