Em 2025, os centros de Castelo Branco, Cadaval e Santo André receberam 1.673 animais selvagens, um aumento de 7% face a 2024. A grande maioria foram aves, conta hoje, 3 de março, a Quercus para assinalar o Dia Mundial da Vida Selvagem.
Em 2025, os três centros de recuperação de animais selvagens acolheram 1.673 animais selvagens, o que representa um aumento de 7% face a 2024.

Do total, cerca de 1.577 ingressaram com vida e 42,2% dos animais recuperaram e regressaram ao habitat natural.
O mês de julho voltou a concentrar o maior número de admissões: cerca de 440 animais (26% do total anual), em grande parte crias órfãs.
As aves representaram 83,8% dos ingressos, seguidas dos mamíferos (14,4%) e dos répteis e anfíbios (1,7%).
Segundo a Quercus, as causas mais frequentes de ingresso foram a queda do ninho/orfandade (35,1%) e traumatismos de origem desconhecida (19,3%). Mantêm-se também situações associadas a ações humanas ilegais, como tiro (1,1%), cativeiro ilegal (1,7%) e envenenamento (0,09%).

Os centros acolheram ainda 127 indivíduos de espécies com estatuto ameaçado: 111 “Vulnerável”, 10 “Em Perigo” e 6 “Criticamente em Perigo”.
Em 2025, os centros de recuperação de animais selvagens integraram 137 estagiários e voluntários.
“Mais do que simples estruturas de reabilitação, o trabalho desenvolvido nos CRAS (centros de recuperação de animais selvagens) permite identificar padrões recorrentes nas causas de ingresso; principais fatores de ameaça e as áreas onde estes se manifestam com maior incidência, possibilitando a implementação de medidas corretivas eficazes”, escreve a Quercus em comunicado enviado à Wilder.
“Por outro lado, sendo locais ricos em informação biológica, permitem avaliar o estado dos ecossistemas e das populações. Desse modo, contribuem para a investigação aplicada à conservação da Natureza, como na prevenção da mortalidade de fauna selvagem ou no aperfeiçoamento das práticas clínicas.”

Além disso, a Quercus recorda que estes Centros de Recuperação “assumem um papel essencial na ligação entre a sociedade e a Natureza, recordando a responsabilidade coletiva que partilhamos na proteção da vida selvagem e na preservação dos ecossistemas nos quais coexistimos com estas espécies”.
O CERAS (Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens), em Castelo Branco; o CRASM (Centro de Recuperação de Animais Selvagens de Montejunto), no Cadaval; e o CRASSA (Centro de Recuperação de Animais Selvagens de Santo André), no Litoral Alentejano, fazem parte da Rede Nacional de Centros de Recuperação para a Fauna, coordenada pelo Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).