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Pisco-de-peito-azul em voo vence Prémio de fotografia da Estação Ornitológica Suíça

06.01.2026
leitura de 2 minutos
Fotografia vencedora. Foto: Elias Biegger

Foram 680 os fotógrafos de 24 países que submeteram as suas melhores imagens ao concurso fotográfico 2025 da Estação Ornitológica da Suíça. O grande vencedor foi Elias Biegger, de 18 anos, com a sua imagem de um pisco-de-peito-azul.

A fotografia que venceu o concurso, “Gorgebleue à miroir“, retrata o delicado pisco-de-peito-azul num instante de suspensão.

Fotografia vencedora. Foto: Elias Biegger

“Não é uma fotografia que se consiga fazer com um smartphone“, comentou, em comunicado, Younes Benmansour, representante da Canon (Suíça) SA, principal parceiro do concurso. “É preciso ter olho e dominar o equipamento.”

A Estação Ornitológica da Suíça destaca ainda o facto de o autor ser um jovem fotógrafo, Elias Biegger, com apenas 18 anos, considerando que o feito impressiona e que simboliza o crescente interesse dos jovens pela fotografia de natureza.

A simplicidade esteve em destaque na última edição dos prémios, anunciados no final do ano passado.

Um dos exemplos é cena representada na imagem vencedora da categoria “Emoção”. A fotografia “Mésange charbonnière“, de Piotr Górny, é relativamente comum.

Foto: Piotr Górny

“Com este jogo de tons outonais e com uma espécie comum como o chapim-real (Parus major), regressamos, de certa forma, ao essencial”, comentou Andreas Kammermann, da Associação Suíça de Fotógrafos de Natureza.

Opinião semelhante é partilhada por David Oberholzer, membro da direção da Naturfotografen Schweiz, a propósito do pilrito-comum (Calidris alpina) que surge na fotografia vencedora da categoria “Ação”, a imagem “Bécasseau variable“, de Mateusz Piesiak.

Foto: Mateusz Piesiak

Apesar dos tons e enquadramento simples, a imagem é uma demonstração de instinto e paciência por parte do fotógrafo para captar aquele momento.

Já o vencedor da categoria “Geral”, Olivier Born e a sua imagem “Perdix bartavelle“, não tem nada de banal. Para Levi Fitze, jovem fotógrafo profissional de natureza, a cena é única.

Foto: Olivier Born

Segundo o júri, tudo funciona nesta fotografia, desde a perdiz-grega (Alectoris graeca), que posa de forma a repetir o ângulo do cume do Matterhorn, uma das montanhas mais conhecidas dos Alpes, até às cores da ave, subtilmente retomadas na rocha sobre a qual se encontra.

Por fim, a fotografia do delicado chapim-de-faces-pretas (Remiz pendulinus) a levar materiais para o ninho, captada por Jakub Wozny, venceu a categoria “Juventude” e, segundo o júri, representa a frágil beleza da vida.

Foto: Jakub Wozny

O grande objetivo do concurso fotográfico da Estação Ornitológica Suíça “é dar a conhecer a beleza e a diversidade das nossas aves e sensibilizar o público, contribuindo assim para o sucesso dos esforços de proteção e conservação das aves na Suíça”. O fascínio pela arte da fotografia é a ideia que o sustenta.

Este ano, cerca de 9400 fotografias, provenientes de 680 fotógrafos de 24 países diferentes, foram submetidas à apreciação de um júri profissional. A seleção final pode ser consultada em photo.vogelwarte.ch.

O concurso decorreu em parceria com a Canon (Suíça) SA e outros parceiros. As imagens vencedoras, que pode ver em photo.vogelwarte.ch, foram distinguidas por um júri profissional.

A próxima edição do concurso fotográfico acontece em maio.

Helena Geraldes

Sou jornalista de Natureza na revista Wilder. Escrevo sobre Ambiente e Biodiversidade desde 1998 e trabalhei nas redacções da revista Fórum Ambiente e do jornal PÚBLICO. Neste último estive 13 anos à frente do site de Ambiente deste diário, o Ecosfera. Em 2015 lancei a Wilder, com as minhas colegas jornalistas Inês Sequeira e Joana Bourgard, para dar voz a quem se dedica a proteger ou a estudar a natureza mas também às espécies raras, ameaçadas ou àquelas de que (quase) ninguém fala. Na verdade, isso é algo que quero fazer desde que ainda em criança vi um documentário de vida selvagem que passava aos domingos na televisão e que me fez decidir o rumo que queria seguir. Já lá vão uns anos, portanto. Desde então tenho-me dedicado a escrever sobre linces, morcegos, abutres, peixes mas também sobre conservacionistas e cidadãos apaixonados pela natureza, que querem fazer parte de uma comunidade. Trabalho todos os dias para que a Wilder seja esse lugar no mundo.

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