O leitor Ruben Pereira quis saber qual a espécie desta cobra que fotografou a 24 de setembro em Paço de Sousa, Penafiel. Diogo Parrinha responde.
“Pequeno réptil trazido por um dos nossos gatos, sem estar ferido. Libertado uns minutos depois numa zona mais protegida dos felinos. Gostava de saber que espécie é. Parecendo ser uma cobra lisa austríaca, a barriga era bastante clara. Sem manchas”, escreveu o leitor à Wilder.



Trata-se de uma cobra-rateira (Malpolon monspessulanus).
Espécie identificada por: Diogo Parrinha, herpetólogo e aluno de doutoramento do BIOPOLIS/CIBIO.
“Esta é uma cobra-rateira juvenil (Malpolon monspessulanus) e mais uma vez a servir de exemplo do impacto negativo que os gatos de rua podem ter na vida selvagem…”, respondeu Diogo Parrinha.
A cobra-rateira “é uma espécie comum da nossa fauna.”
Estas cobras são esverdeadas, com tons castanhos ou cinzas. São animais diurnos e surgem “em qualquer tipo de habitat, desde que possua vegetação e esconderijos”, segundo o guia Anfíbios e Répteis de Portugal (2017).
Tal como o nome comum indica, estas cobras quando são já adultas alimentam-se de ratos e de outros pequenos roedores, lagartixas, crias de aves e também outras cobras, entre outras presas. Quando são ainda juvenis, preferem comer insectos.
Segundo o investigador Luís Ceríaco, “a cobra-rateira é uma espécie inofensiva para o ser humano mas ainda assim, pelas suas dimensões pode infligir uma dentada desagradável caso seja manuseada, o que não se aconselha”.
Agora é a sua vez.
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